Banco Master repassou R$ 80 milhões ao escritório de Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, apontam dados da Receita
Dados da Receita Federal do Brasil enviados à CPI do Crime Organizado indicam que o Banco Master realizou transferências que somam cerca de R$ 80 milhões ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
O contrato de Viviane Barci de Moraes estabelecia pagamentos de R$ 3,6 milhões por mês, o que renderia R$ 130 milhões ao escritório até 2027; na imagem, Viviane Barci e Alexandre de Moraes...
Segundo os documentos, os pagamentos ocorreram entre os anos de 2024 e 2025 e foram identificados a partir das declarações fiscais da própria instituição financeira.
Pagamentos mensais e origem dos dados
De acordo com os registros enviados à CPI, os repasses teriam sido feitos de forma contínua, com valores mensais próximos de R$ 3,6 milhões, o que totalizou aproximadamente R$ 80,2 milhões no período analisado.
Os dados constam em documentos fiscais que incluem retenções de impostos na fonte — mecanismo comum em pagamentos por prestação de serviços.
As informações passaram a integrar as investigações da comissão parlamentar, que apura possíveis relações entre o banco e esquemas ligados ao crime organizado.
Contrato e prestação de serviços
Relatórios indicam que havia um contrato entre o banco e o escritório de advocacia que poderia alcançar valores ainda maiores ao longo dos anos seguintes.
O escritório de Viviane Barci afirma que a atuação ocorreu dentro da legalidade, envolvendo serviços de consultoria jurídica prestados ao banco durante o período.
Defesa contesta informações
Em nota, o escritório declarou que não confirma os valores divulgados e classificou os dados como “informações incorretas e vazadas ilicitamente”.
Também destacou que informações fiscais são protegidas por sigilo e não deveriam ter sido divulgadas publicamente.
Contexto do caso Banco Master
O caso ocorre em meio às investigações envolvendo o Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro, que foi preso em 2026.
O banco está no centro de um escândalo financeiro de grandes proporções, com suspeitas de irregularidades e impacto no sistema financeiro brasileiro.
